//Faz diferença saber quão privilegiado você é?

Faz diferença saber quão privilegiado você é?

Faz diferença saber quão privilegiado você é?
Uma das principais dificuldades da elaboração de políticas públicas de combate às desigualdade é diagnosticar o tamanho das assimetrias entre os grupos populacionais. Muitas vezes, a falta de perspectiva real das diferenças contribui para que a sociedade não veja tais políticas como prioritárias.
Em relação à distribuição de renda, o portal Nexo disponibiliza uma ferramenta baseada na PNAD 2015 (IBGE) que pode ajudar nesse problema. Nela, podemos comparar uma dada renda às seguintes referências: a renda da população brasileira; a renda da população de um estado; o salário-base de um deputado federal; o salário de um policial; e o piso salarial de um professor.
Você sabe em que ponto da distribuição de renda sua família se encontra?
A imagem abaixo traz algumas comparações, que podem ajudar a responder essa e outras perguntas. Por exemplo, percebemos que, em 2015, quem recebia R$ 2 mil ganhava mais do que 79% dos brasileiros. Ainda que esse salário seja superior ao da grande maioria da população, sabemos que em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, ele seria suficiente apenas para pagar o aluguel em regiões centrais.
Isso está, também, ligado às desigualdades regionais: nossa imagem indica que um valor de R$ 3,5 mil era superior ao salário de 90% da população brasileira. Ao mesmo tempo, sabemos que esse valor estava próximo do rendimento médio da Unidade da Federação mais rica do país (no Distrito Federal o salário médio era de R$ 3.406). Enquanto isso, no Ceará, esse mesmo rendimento seria maior que o de 95% dos habitantes do Estado.
Entender a posição relativa dos diferentes grupos nos ajuda a criar referências que, não só são fundamentais para discutir políticas do governo, mas para entender nosso próprio lugar no conjunto da sociedade.

https://www.nexojornal.com.br/interativo/2016/01/11/O-seu-salário-diante-da-realidade-brasileira

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