//Haddad vs. Bolsonaro: Declaração de Voto

Haddad vs. Bolsonaro: Declaração de Voto

Desde a fundação do Faz Diferença? e ao longo das eleições, nosso grupo sempre se manteve apartidário. Somos bastante diversos politicamente e nossos membros votaram em diferentes candidatos no 1o turno. Até por isso, nunca apoiamos nenhum candidato específico para nenhum cargo na história do grupo.

O motivo para isso sempre esteve bem claro para nós: defendemos uma pauta (a redução das desigualdades), e queremos contribuir com a elaboração de projetos de qualquer candidato – de qualquer partido- que esteja disposto a ajudar a tornar nosso país mais justo.

Ao longo da última semana, analisamos em nossa página os planos de governo de Bolsonaro e Haddad em torno de 5 eixos (Saúde, Segurança, Democracia, Renda e Democracia), sobre os quais nós elaboramos propostas contra as desigualdades na campanha #IgualdadeTemVoto.

A conclusão das análises foi clara: embora tenha falhas, o plano de governo de Haddad apresenta propostas muito melhor fundamentadas para combater as desigualdades de renda, raça, orientação sexual e gênero. As propostas do plano de governo de Bolsonaro são genéricas, ou não se preocupam com as desigualdades no Brasil.

Se as propostas dos candidatos fossem o ponto principal dessa eleição, nós do Faz Diferença postaríamos apenas uma avaliação neutra das propostas de cada um dos candidatos, buscando entrar em contato com eles para sugerir melhorias em seus projetos. Se a eleição fosse entre Haddad, Ciro, Marina, Alckmin, Amoedo, Meirelles, Boulos…

As propostas, entretanto, não são o ponto central dessas eleições presidenciais. Não existem dois partidos buscando a melhoria das condições de vida da população, e apenas divergindo sobre qual a forma e as prioridades para alcançar essa melhoria. O que existe é a batalha entre uma candidatura democrática e uma candidatura autoritária.

O Faz Diferença é baseado em dois valores fundamentais: a importância da equidade e a valorização do uso de fatos e dados, como insumo fundamental para elaborar políticas públicas de qualidade. O que vemos nessas eleições é a candidatura de Bolsonaro atacar diretamente nossos dois valores fundamentais.

Lutar contra as desigualdades é também lutar para que as pessoas possam expressar livremente suas diferenças, sem serem ridicularizadas ou atacadas por isso.

Quando Bolsonaro diz que “Se apaixonar por uma negra” é “promiscuidade” está sendo racista.
Quando Bolsonaro diz que “fraquejou” ao ter uma filha está sendo machista.
Quando Bolsonaro diz que “ter filho gay é falta de apanhar”, está sendo homofóbico.
Quando Bolsonaro diz que “a maioria do povo não está preparado para receber educação”, adota uma postura extremamente elitista e ajuda a manter as desigualdades em nosso país.
Quando Bolsonaro diz a seus opositores que “ou vão para fora, ou vão para a cadeia”, está atacando a mais básica liberdade de expressão política de uma democracia. Locais onde opositores ao governo são presos e exilados tem nome: ditaduras.
Quando Bolsonaro ameaça retirar a verba da Folha de SP, por publicar colunas que lhe atacam (assim como sempre publicou colunas contra o PT), está atacando a liberdade de imprensa.

Já a valorização dos fatos e dados não pode ser compatível com uma campanha que dissemina notícias falsas, e tem no compartilhamento dessas notícias em grupos de Whatsapp a principal força de marketing e eleitoral da campanha.

Por fim, não pode ser considerado aceitável que um candidato incite a violência contra opositores, nem contra qualquer cidadão.
Não pode ser considerado aceitável que os relatos de homossexuais atacados por apoiadores de Bolsonaro estejam se espalhando pelo país.
Não pode ser considerado aceitável que diariamente mulheres ouçam que “Quando Bolsonaro for presidente, você vai ser estuprada se continuar andando com essas roupas curtas.”.
Não pode ser considerado aceitável que um presidente da República legitime a violência.

É necessário reafirmar nossos valores democráticos. É necessário reafirmar o compromisso com a equidade, com a verdade. É necessário combater o autoritarismo. É necessário combater Bolsonaro.

A neutralidade não pode ser uma opção, quando o que está em jogo são nossos valores. Amanhã o Faz Diferença não tem dúvida de seu voto: HADDAD, 13.

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