//Haddad vs. Bolsonaro: Educação

Haddad vs. Bolsonaro: Educação

Como parte da campanha #igualdadetemvoto, o Faz Diferença? está analisando nesta semana quais propostas dos candidatos a presidência ajudam a combater as desigualdades – ou que acabam por ampliá-las.

Falaremos hoje das defesas que cada candidato faz para a área da Educação, última área analisada. Como explicaremos nesse post, a diferença é bastante marcante:

Bolsonaro tem 5 propostas que ampliam as desigualdades educacionais, 8 propostas que não podemos cravar seu possível efeito (pelo pouco detalhamento) e 1 proposta que reduz as desigualdades.

Haddad não tem propostas que ampliem as desigualdades educacionais, tem 3 propostas incertas (pelo pouco detalhamento) e 11 propostas que combatem a reprodução de desigualdades.

Para nós, o tema da Educação é de suma importância para que decidamos nosso voto. Políticas que ampliam o acesso da população ao direito de aprender fazem rodar os motores de ciclos virtuosos da redução de desigualdades, na medida em que favorecem os processos de mobilidade e inclusão social. Mas não é qualquer Educação que apoia a superação das desigualdades.

O próprio sistema educacional tem de ser profundamente equitativo para não reproduzir desigualdades. E nesse ponto precisamos ter clareza de uma coisa: não há Educação de qualidade sem equidade, sem aprendizagem para todos.

Essa é a própria definição da nossa Constituição Federal de 1988. É uma questão de justiça social, de promoção de igualdade de oportunidades que é base para uma democracia economicamente desenvolvida. Além disso, nenhum país conseguiu chegar ao topo do PISA (ranking internacional de qualidade) só contando com a elite dos seus estudantes.

Foi com essa perspectiva que nós do Faz Diferença, como parte da campanha #IgualdadeTemVoto, construímos 6 propostas concretas para reduzir desigualdades educacionais. O que gostaríamos de ver os candidatos defendendo é uma melhor redistribuição dos recursos da Educação para impulsionar as oportunidades educacionais das populações mais vulneráveis; estratégias pedagógicas para enfrentar as desigualdades dentro da sala de aula; e proteger o desenvolvimento das crianças mais vulneráveis na primeira infância. Será que os candidatos também defendem esses pontos?

Fizemos uma leitura detalhada dos planos de governo de cada candidato, utilizamos análises comparativas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, Iede e Todos Pela Educação e fomos atrás das entrevistas dos postulantes ao cargo de Ministro da Educação de Haddad e Bolsonaro para termos certeza do que estamos falando aqui.

O que vemos, mais amplamente, é que ambos os candidatos estão preocupados com o desenvolvimento infantil dos mais vulneráveis, mas que apenas Haddad defende uma distribuição mais equitativa dos recursos destinados pelo Governo Federal em Educação.

Além disso, e esse ponto é fundamental, as linhas pedagógicas de cada candidato são absolutamente diferentes:

A campanha de Haddad busca enfrentar as desigualdades com valorização da diversidade e da Educação inclusiva nas escolas, sem discriminações; com promoção da Educação Integral e do ensino técnico com foco nas regiões mais vulneráveis; e com bolsas de permanência escolar para os jovens pobres.

Já a campanha de Bolsonaro defende um modelo de escola com reduzidas oportunidades de aprendizagem cognitiva e socioafetiva, com piora do clima escolar e com limitação das estratégias pedagógicas dos professores, o que dificulta a inclusão dos mais vulneráveis.

É por isso que, com base na análise de propostas dos candidatos, o Faz Diferença sugere o voto em Fernando Haddad (13) a todos aqueles que compartilham a defesa de um Educação inclusiva de qualidade para todos.

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