//#IgualdadeTemVoto Democracia: Objetivo 1

#IgualdadeTemVoto Democracia: Objetivo 1

Objetivo 1: Diminuir a influência do dinheiro na política.

As campanhas eleitorais são um dos momentos mais importantes de qualquer democracia. É durante este período que os candidatos e políticos apresentam suas propostas e visões para a sociedade. Os eleitores têm a oportunidade de refletir sobre possíveis projetos de políticas públicas e se aproximarem do sistema político.

A Democracia parte do princípio de que todos os cidadãos têm o mesmo peso para decidir o futuro da sociedade. É o princípio de que todos os votos são iguais, e que, portanto, a pessoa mais rica e a mais pobre do país teriam o mesmo poder de decisão. Por mais belo que isso seja, não é o que observamos na prática, por conta da importância do dinheiro nas eleições. As elites econômicas têm a capacidade de moldar a competição eleitoral, influenciando a quantidade de recursos que determinado candidato ou partido terá. Este comportamento tem influência na estratégia dos atores políticos e, por consequência, no próprio funcionamento do Estado.

As campanhas eleitorais brasileiras figuram entre as mais caras do mundo. Nas últimas eleições gerais de 2010 e 2014, o custo do total da corrida eleitoral ficou em cerca de R$ 3 Bilhões e R$ 5 Bilhões,l respectivamente. Este custo cresceu fortemente no período recente de 2002 até 2014.

Em 2002, o custo de tudo que foi gasto pelos candidatos foi cerca de R$ 1,6 bi, um valor aproximadamente três vezes menor. As eleições se tornaram mais custosas em 2006 e 2010, quando observamos um crescimento na casa dos 70% para as duas eleições. Já o aumento nos gastos de 2010 para 2014 foi mais modesto, por volta de 10%.

O maior aumento no período é da eleição presidencial. O total declarado pelos candidatos a presidente em 2002 foi de quase R$ 50 milhões, já em 2014 este número subiu para aproximadamente R$ 770 milhões, um espantoso crescimento de quase 15 vezes. Os custos das campanhas de governador, deputado federal e deputado estadual tiveram no período um crescimento na ordem de 200%. Para os deputados estaduais e federais, a eleição de 2014 não representou um salto abrupto em relação ao que vinham observando anteriormente, para eles o crescimento nesta eleição foi de 6% e 2% respectivamente.

Nossas propostas para o efetivo enfrentamento de tais desigualdades são:

Teto absoluto para contribuições eleitorais por pessoas físicas;
Teto absoluto para o autofinanciamento de campanhas;
Participação e democratização da distribuição do Fundo Eleitoral.

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