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Música Brasileira

Faz diferença a diversidade na música brasileira?

O Brasil se orgulha de ser um dos países mais diversos do mundo. Apesar de nossas imensas desigualdades, a diversidade do povo brasileiro é com frequência colocada como ponto de orgulho nacional.

Nossas diferentes raças, religiões e os diferentes povos que para cá migraram fizeram de nossa diversidade cultural única. Provavelmente a área em que isso mais constantemente é enaltecido seja a música.

Quantas vezes já ouvimos que do carimbó ao axé, do rock ao samba, do brega ao sertanejo, o Brasil representa todas as suas raízes?

Mas quão representativa é essa diversidade, que dá um espaço muito maior em suas rádios para homens do que para mulheres?

O Faz Diferença? mostrou semana passada¹ que, no mundo, os homens dominam os rankings dentre as músicas mais influentes. Infelizmente, quando analisamos as músicas mais tocadas em rádio no Brasil em 2016 a situação não é diferente

Aqui somente 17% dos artistas foram mulheres. Menos de 13% dos compositores foram mulheres e somente 2% dos produtores eram do sexo feminino. Isso se reflete, é claro, nas principais premiações da música – tendo o Grammy indicado menos de 10% de mulheres entre 2013 e 2018.

Qual o viés que essa desigualdade pode trazer à nossa produção cultural e à formação dos brasileiros? Até que ponto nossa diversidade cultural é real, se nem entre gêneros conseguimos garantir espaços similares na disseminação de músicas?

¹https://www.facebook.com/faz.diferenca.br/photos/a.633682643498440.1073741826.612166458983392/803128196553883/?type=3&theater

Post originalmente publicado em: https://www.facebook.com/faz.diferenca.br/photos/a.633682643498440.1073741826.612166458983392/806812522852117/?type=3