//O Brasil é Hepta!

O Brasil é Hepta!

Faz diferença se valorizar um esporte independente do gênero?

Amanhã começa a Copa do Mundo de Futebol masculino, mas o clima descontraído do evento não impede que se discuta a enorme disparidade de atenção dada aos esportes masculinos em contraste com os esportes femininos, em especial o futebol.

Enquanto rios de dinheiro são gastos pelas empresas de comunicação na divulgação do torneio masculino, quase nenhuma atenção é dada às disputas de futebol feminino, como foi o caso da última Copa América de futebol feminino, na qual o Brasil foi campeão pela sétima vez.

O principal argumento contra costuma ser a inviabilidade financeira, vista a suposta pouca popularidade e consequente pouca audiência do futebol feminino. Contra isso, veja um trecho da excelente reportagem do blog Dibradoras (link ao final desse texto), uma fala de Brian Fobi, professor de Jornalismo Esportivo de Harvard:

“A ESPN é uma empresa e eles dizem que não vão perder tempo com esportes que não dão audiência. Mas eles não dão audiência porque a ESPN não perde tempo com eles. E aqui está uma coisa: até 1994, pouquíssimos americanos gostavam de futebol, fosse ele masculino ou feminino. Mas a ESPN gastou rios de dinheiro para promovê-lo e agora milhões de americanos assistem à Copa do Mundo. Isso mostra que se você promove algo da maneira certa, se você faz com que as pessoas se importem com ele, então elas vão consumi-lo.”

Assim, o papel secundário que o futebol feminino tem passa por decisões político-econômicas. A desigualdade de gênero, tão presente em vários aspectos da sociedade também se reproduz no futebol, quando deliberadamente não se valoriza de modo apropriado nem o desempenho notável das jogadoras de nossa seleção.

Fonte: https://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2018/04/23/o-brasil-foi-hepta-e-ninguem-viu/


Esse post foi originalmente publicado em: https://www.facebook.com/faz.diferenca.br/photos/a.633682643498440.1073741826.612166458983392/845368595663176/?type=3&theater