//YOM HASHOÁ

YOM HASHOÁ

Segundo o calendário judaico moderno, 11 de Abril é Yom HaShoá (dia da catástrofe).

É o dia em que se recorda a tragédia do holocausto e prestam-se homenagens às 6 milhões de vítimas judias e 5 milhões de outras vítimas (gays, testemunhas de jeová, ciganos, presos políticos e deficientes) pelas mãos de Hitler e dos nazistas e seus apoiadores.

Para também recordar o dia, que nos lembra de um episódio tão violento de discriminação e preconceito, o Faz Diferença? indica o documentário “Paper Clips” (clipes de papel). O trailer do filme está indicado abaixo.

O documentário conta a história do Projeto “Paper Clip”. Numa pequena cidade de 1.600 habitantes do estado americano do Tennesse, chamada Whitwell, a diretoria da escola local decidiu em 1998 criar um projeto de aulas extra-curriculares sobre tolerância. Começaram então a dar aulas sobre o holocausto da segunda guerra mundial. Chocadas com o número de vítimas, as crianças logo pediram à diretoria para que coletassem algum objeto que representasse os cerca de 11 milhões de mortos. A diretoria topou, desde que os alunos coletassem algum objeto significativo. Em pesquisas na internet, as crianças descobriram que o clipe de papel tinha sido inventado por Johan Vaaler, um inventor Norueguês, e que este simples objeto tinha sido usado por diversos Noruegueses como símbolo de resistência aos nazista e ao holocausto (os clipes eram presos nas roupas e logo foram proibidos).

Depois de decidirem coletar os clipes de papel, começaram a campanha para coletar ao menos 6 milhões de exemplares. No começo os alunos da pequena cidade tiveram grande dificuldade para coletar tantos clipes. Mas depois de dois anos conseguiram contato com dois jornalista americanos que haviam nascido na Alemanha. Após criarem um site e repercutirem notícias em jornais de destaque do país, a campanha tomou fôlego. Pessoas comuns e celebridades de mais de 20 países mandaram não apenas clipes, mas diversos depoimentos e homenagens às vítimas. Ao todo, durante vários anos e até a última contagem, foram coletados mais de 30 milhões de clipes.

Com tantos clipes, a escola decidiu fazer um monumento em memória ao holocausto na cidade. Com a ajuda de doações, conseguiram um vagão de trem original da segunda guerra mundial usado para levar judeus e demais vítimas aos campos de extermínio e concentração. Dentro do vagão foram colocados 11 milhões de clipes. Em volta do trem foi feito um jardim, uma estátua simbolizando as 1,5 milhões de crianças mortas e em torno do vagão foram anexadas esculturas de borboletas e o número 18 – que para os judeus simboliza a vida. Confira as fotos!

É ainda interessante notar que não há nenhum judeu na cidade de Whitwell. A grande maioria dos habitantes da cidade são brancos. É também uma cidade de baixa renda e muito próxima de Pulaski-TN , a cidade onde foi fundada a Ku Klux Klan.

Trailer do documentário:
https://www.youtube.com/watch?v=2uh2s5Qz3d8

Pequeno vídeo sobre o projeto:
https://www.youtube.com/watch?v=MFOaAK32C94


Esse post foi originalmente publicado em: https://www.facebook.com/faz.diferenca.br/posts/813534488846587